ESCOLIOSE NA ADOLESCÊNCIA: CONDIÇÃO NÃO CAUSA DOR, MAS REQUER ACOMPANHAMENTO MÉDICO



A escoliose é a curvatura lateral da coluna vertebral, geralmente com forma de “S” ou de “C”. Ela afeta 3% da população mundial. Só os adolescentes respondem por 80% dos casos, especialmente em jovens mulheres. 

“A escoliose é uma deformidade na coluna vertebral que acontece no plano 3D. Ela deforma a coluna, causando uma assimetria nos ombros, cintura e escápula, corroborando ainda para uma descompensação do tronco”, destaca Dr. Valmir Fernandes, ortopedista e membro titular da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC). “A deformidade gera um incômodo muito grande para o paciente adolescente, afetando a autoestima”, complementa. 

Segundo ele, a escoliose mais comum nos adolescentes é a idiopática, de causa desconhecida, e geralmente se desenvolve mais na fase da puberdade. 

“Há três tipos de escoliose: a infantil, que vai de 0 a 4 anos; a juvenil, dos 4 aos 11; e dos 11 aos 17, a do adolescente. Vai depender da fase diagnosticada”, pontua. 

Sintomas

Dr. Valmir Fernandes alerta que a escoliose idiopática, na maioria das vezes, não causa sintomas de dor no adolescente. “É mais uma questão de somatização. Ele pede para operar pelo fato de estar com a autoestima baixa. A dor só aparece por volta dos 30, 40 anos”, diz. 

Para identificar as causas, inicialmente o médico especialista realizará um bom exame clínico, que na maioria das vezes, percebe a deformidade (giba costal) e lançará mão do exame de Raio X para avaliar o grau da curva e o tipo de curvatura. 

Por que é importante operar quando há indicação? “Ocorre quando o valor angular é muito elevado. Se não for tratada, pode gerar compressão pulmonar e problemas cardiorrespiratórios. Quando indicamos, é para coibir possíveis problemas no futuro”, completa.

O tratamento envolve o uso de órteses e coletes, além da cirurgia. “Vai depender da idade óssea e do valor angular da escoliose. Até 20 graus, observamos. De 20 a 40 graus, utilizamos o colete. A partir de 40, indicamos a cirurgia”, finaliza.


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