Algoritmos, dados e IA impulsionam nova fase do marketing digital em 2026




O marketing digital em 2026 expõe um cenário de adaptações aceleradas nas plataformas de mídia paga, no comportamento do consumidor e na forma como dados e tecnologia orientam decisões. A expectativa é de que o investimento global em publicidade cresça 5,1% no próximo ano, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1 trilhão de dólares, segundo últimas projeções do dentsu Global Ad Spend Forecasts. O avanço supera a expansão estimada da economia global e reforça o papel estratégico do tráfego pago como canal de conexão entre marcas e consumidores.


Nesse contexto, o tráfego pago passa a operar em uma lógica cada vez mais algorítmica. Plataformas definem o que será visto, consumido e comprado, exigindo das marcas estratégias mais precisas, integradas e orientadas a resultados. 


Entre as principais tendências, está a busca por métricas mais confiáveis. Medir o quanto uma campanha gera de receita adicional real passa a ser prioridade, ainda que exija testes mais complexos, análises externas e maior maturidade técnica das equipes. A atenção do consumidor também entra no radar como indicador relevante, com diretrizes mais claras para sua mensuração e aplicação prática nas decisões de mídia.


Outro movimento relevante para 2026 é a valorização da eficácia criativa. Com o apoio da inteligência artificial, empresas passam a integrar análise criativa e otimização de mídia. “A tecnologia acelera processos, mas ao que tudo indica, a estratégia e a leitura humana continuam sendo decisivas para transformar dados em relevância. De qualquer forma, o uso de IA para orientar conceitos criativos está em desenvolvimento e deve avançar nos próximos anos”, pontua Lucas Mendes, sócio-diretor da Numeratti.


As mudanças no comportamento de busca dos usuários também influenciam o tráfego pago. O aumento das consultas mais longas, impulsionado pela adoção da inteligência artificial e da busca por linguagem natural, torna as estratégias de pesquisa mais complexas. Consultas com três ou mais palavras já representam a maioria das buscas, exigindo ajustes em palavras-chave, lances e análise de desempenho.

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