Inadimplência e Reforma Tributária desafiam gestão financeira de condomínios



Segundo o Censo Condominial 2025/2026, a inadimplência das taxas com mais de 30 dias chegou a quase 12% no primeiro semestre de 2025 no Brasil.


A inadimplência condominial tem se consolidado como um dos maiores desafios para síndicos e moradores. Segundo o Censo Condominial 2025/2026, a inadimplência das taxas com mais de 30 dias chegou a quase 12% em 2025 no Brasil, patamar mais elevado desde o início da série histórica do Censo. Para esse ano, a Reforma Tributária também deve impactar os orçamentos devido um novo ciclo de aumento nos custos dos condomínios, o que tende a reduzir mais ainda a margem financeira das administrações.


Para Oscar Lima, diretor da administradora de condomínios Metas, apesar de serem relevantes, é um engano atribuir a dificuldade financeira dos condomínios apenas a esses fatores. Segundo ele, na maioria dos casos, o caixa não fecha no final do mês porque também falta organização financeira. “Orçamentos mal planejados, ausência de provisões, ausência de controles de despesas e receitas e decisões emergenciais que encarecem a gestão. Ou seja, o problema não está somente em quem não paga, mas na forma como o condomínio administra o dinheiro que recebe”, defende.


Oscar Lima aponta que a falta de um orçamento anual realista, planejamento e de previsibilidade financeira faz com que os síndicos condôminos sejam obrigados a reajustar taxas de forma abrupta, gerando insatisfação, resistência e, em alguns casos, até mais inadimplência. 


Para evitar que o cenário avance, especialistas em gestão condominial defendem que os condomínios devem encarar a sua administração com mais profissionalismo e investir na contratação de uma administradora para assessorar e dar suporte ao síndico e à gestão.  “Administrar um condomínio envolve rotinas administrativas, contábeis, tributárias e financeiras. Esperar que um síndico morador dê conta de tudo isso, além da vida pessoal e profissional, é pedir para o problema aparecer pois, na maioria das vezes, eles não têm a expertise e o preparo suficiente para os desafios”, defende Oscar Lima.

O diretor afirma que uma gestão eficiente e profissional possibilita previsibilidade de gastos e contribui diretamente para o sucesso financeiro e geral do condomínio. “O início do ano, principalmente, é o período onde orienta-se que seja feito um planejamento e um alinhamento de tudo que será realizado durante o ano no condomínio na intenção de evitar imprevistos. Tudo deve ser feito de forma transparente e próxima aos condôminos na intenção de fortalecer a responsabilidade e o sentimento de pertença de todos os envolvidos”, destaca Oscar Lima.


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