Uso de dados regionais e setoriais ajuda empresas a alinhar remuneração, competitividade e retenção no início do ano
O início do ano é tradicionalmente o momento em que empresas revisam orçamentos, estruturas de cargos e políticas de remuneração. Em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e orientado por dados, a pesquisa salarial ganha protagonismo não apenas como instrumento de ajuste financeiro, mas como base estratégica para a construção de planos de carreira mais claros, coerentes e sustentáveis ao longo de 2026.
Mais do que indicar faixas salariais, a pesquisa permite compreender como as posições evoluem dentro das organizações, quais competências são mais valorizadas e como a progressão profissional acontece em diferentes segmentos, portes de empresa e regiões. No Nordeste, onde há realidades econômicas distintas e escassez de determinados perfis, o uso de dados regionais confiáveis se torna fundamental para alinhar expectativas profissionais às oportunidades reais do mercado.
Ao integrar pesquisa salarial e plano de carreira, as empresas conseguem estabelecer trajetórias mais transparentes de crescimento, conectando remuneração, desempenho, qualificação e responsabilidades. Esse alinhamento reduz ruídos internos, fortalece o engajamento dos colaboradores e contribui para decisões mais justas, tanto na atração quanto na retenção de talentos.
Segundo Valéria Mota, gerente executiva de Seleção e Recolocação do Grupo MRH, muitos conflitos e frustrações profissionais estão ligados à falta de clareza sobre evolução salarial e perspectivas de crescimento. “Quando o profissional entende como pode evoluir na carreira e quais critérios orientam essa progressão, a relação com a empresa se torna mais equilibrada. A pesquisa salarial oferece dados concretos para estruturar esse caminho de forma realista e estratégica”, afirma.
Em um cenário no qual profissionais estão mais atentos à equiparação salarial e às possibilidades de desenvolvimento, a pesquisa salarial deixa de ser uma ferramenta pontual e passa a integrar a gestão de carreira. Utilizar dados confiáveis para orientar decisões é essencial para organizações que buscam competitividade, retenção de talentos e relações de trabalho mais consistentes nos próximos anos.

