Nutricionista avalia riscos à saúde após Anvisa proibir fórmulas infantis da Nestlé



A medida foi publicada por meio da Resolução nº 32/2026, após a identificação de risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

A proibição da comercialização de lotes específicos de fórmulas infantis da Nestlé pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um alerta importante para pais e responsáveis. De acordo com o coordenador do curso de Nutrição da Estácio Ceará, Abelardo Lima, a decisão tem caráter preventivo e é fundamental para proteger a saúde de bebês e crianças, público mais vulnerável aos efeitos da toxina identificada nos produtos.

A Anvisa determinou a suspensão da venda, distribuição e uso de determinados lotes após a detecção do risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A substância pode causar quadros gastrointestinais importantes, como vômitos persistentes, diarréia, além de letargia e outros sinais de intoxicação.

Segundo Abelardo Lima, os impactos da exposição merecem atenção redobrada. “Os efeitos da exposição a essa toxina são severos, afetando especialmente indivíduos com comprometimento imunológico ou maior suscetibilidade, como crianças e bebês, cujos sistemas de defesa ainda estão em desenvolvimento. Diante de sintomas que sugiram contato com a toxina, é crucial buscar atendimento médico imediato para monitorar e avaliar a extensão da intoxicação. A partir da avaliação, serão implementadas as medidas necessárias para controlar e mitigar os seus efeitos”, alerta.

O nutricionista reforça que a contaminação não envolve toda a linha de produtos, mas lotes específicos. “É importante ressaltar que essa potencial contaminação aconteceu em lotes específicos desses produtos do fabricante. Caso os pais já utilizem fórmulas dessa marca, é fundamental verificar o número do lote no rótulo. Se estiver entre os listados com potencial contaminação, o produto não deve ser ofertado, devendo ser substituído por outro de composição similar, sempre com orientação profissional”, orienta.

Abelardo Lima destaca ainda que, dependendo da idade da criança, podem existir alternativas seguras. “Em alguns casos, a depender da faixa etária, é possível realizar a substituição por outros produtos lácteos, desde que haja acompanhamento de um nutricionista ou médico pediatra, garantindo que as necessidades nutricionais da criança sejam plenamente atendidas”, explica.

A Anvisa orienta que os consumidores suspendam imediatamente o uso dos lotes interditados e procurem os canais de atendimento do fabricante para esclarecimentos. Até o momento, não há confirmação oficial de casos de intoxicação no Brasil, mas a medida reforça a importância da vigilância sanitária na proteção da saúde infantil.

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